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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carência Tecnológica – Parte 1 – Academia



            Antes que alguém apedreje este texto já vou logo dizendo que não é sobre academias high-tech muito menos sobre como tonificar seu abdômen para que ele fique igual ao de uma barata em apenas 30 dias. Não quero também que ninguém me chame de odiador das redes sociais até por que sou fã destas ferramentas desde que bem utilizadas.



            Para tentar me manter saudável, e olha que eu estou tentando, resolvi entrar na academia. Os motivos para tal façanha e considero que é uma, pois o sedentarismo tentador me abraçou com uma força que nem o mais hábil lutador conseguiria se safar, foram em relação a saúde. O médico disse para mudar meus hábitos porque algo no exame sanguíneo saiu estranho, tinha jeito de sangue, mas pela cara de assustado do médico me olhando como se fosse algum ser de fora do planeta afirmou que algo se encontrava errado (Por parte do médico não houve cara de horror nenhuma foi só para dramatizar a história e que isso fique claro). E olha que era pra ser somente mais um daqueles check-ups anuais e acabei tendo que fazer está mudanças todas. Não estou reclamando que tentar ser saudável é ruim apesar de o texto fazer parecer que sim, sei que é o melhor para mim e que atualmente estou me sentindo muito bem, mas vamos ao que interessa.

            Primeiro dia de academia é muito chato, tenebroso e vergonha alheia, mas você deve pensar que todos que estão lá também passaram pelo que você está preste a vivênciar. Você se sente todo inadequado naquela situação e sua expectativa está pensando nas dores do dia seguinte, talvez os braços não ergam a ponto de conseguir pentear meu próprio cabelo. Levantei-me logo pela manhã, melhor dizendo, levantei logo de madrugada pra chegar cedo, já que os dias são sempre corridos não posso abusar do tempo que não tenho, então as 6 horas da manhã me encontrei na porta da academia. Não foi a pior das experiências, tanto que continuo lá até o presente momento e o fato mais curioso desta saga é o que remente ao título desta postagem, a tal da “carência tecnológica”, vou explica-la logo mais.



           Geralmente quando se chega ao templo do exercício físico, vulgo academia, onde espelhos são fixados de modo que você possa se ver dos MAIS VARIADOS ÂNGULOS e não é força da expressão, existem os armários que são locais destinados para que você deixe seus apetrechos (chaves, celulares, smartphone, roupa inadequada ao esporte e todo outro tipo de coisa que se leva sem necessidade pra academia) pude notar que são poucas as pessoas que deixam os celulares ou smartphones no armário. A maioria carrega com sigo, mesmo que as roupas de ginásticas não tenham bolso, a grande parte prefere apoia-lo no equipamento, deixa-lo de lado e muitas vezes ir embora e esquecê-lo. E o porquê disto? É por conta da carência tecnológica, entre os intervalos dos exercícios elas ficam verificando as redes sociais, mandando mensagens e ai de alguém se pedir pra guarda-lo no armário. Tais seres parecem não saber onde colocar a mão e acabam ficando com seus aparelhos sempre a postos, como se estivessem vulneráveis e acho realmente que eles se sentem desta forma.

            Como estudante universitário que sou aprendi que a academia não é somente um local onde buscamos melhorar a saúde, mas também trabalha com a questão do grupo e a socialização neste ambiente, melhora da alta estima e por ai vai. E as pessoas ainda sim insistem muitas vezes abdicar destes dois últimos pontos e ficam com seus dedos frenéticos teclando e teclando e quando não o fazem ficam olhando para seus gadgets esperando que eles toquem afim que uma mensagem seja respondida ou que uma notificação do twitter ou facebook apareça. Acho que o próximo passo das academias é se tornar de alguma forma um templo de reabilitação de pessoas que tem carências tecnológicas fazendo com que estes tais seres consigam ficar pelo menos algumas horas sem usar seus apetrechos tecnológicos. Desta forma talvez menos celulares serão esquecidos nas academias e a concentração nas atividades aumente não só na questão do exercício físico mais também nas demais atividades do seu dia, pois sempre alguém tem a atenção tomada (para não dizer distração) por causa da sua dependência tecnológica e o excesso de informação.

          Hoje este excesso de informação leva o cérebro a se confundir no que ele deve dar prioridade fazendo com que você consiga saber ou fazer várias coisas, porém de uma forma mais superficial. A dica é: Se você está realizando uma atividade seja ela física ou não se concentre para que elas seja executada com mais qualidade e eficiência e no aspecto social interaja pessoalmente se houver possibilidade, se for seguro, não há nada mais irritante do um carente tecnológico que não larga o celular/Smartphone enquanto você tenta estabelecer comunicação e a situação se agrava quando estes são colegas, amigos ou familiares. Se por ventura a pessoa for desprezível, um incômodo ou se você estiver em uma situação séria ou de emergência é melhor continuar conversando com alguém pelos seu gadgets até que tudo esteja resolvido, mas é sempre importante saber filtrar estas situações.                               
           Agora se você é um daqueles multifuncionais que consegue digitar e falar sobre outro assunto   ao mesmo tempo dentre outras tarefas, porque não utilizar esse superpoder? Considero que deve ser um porque não tenho.
           E você? É um dependente tecnológico? Qual seu nível de dependência? Não consegue ficar um minutos sem checar suas redes sociais ou ainda pior, quer tomar conta da vida alheia. Talvez seja hora de rever seus conceitos. Se gostou compartilha, deixa um comentário que colocarei outros texto.

Um comentário:

  1. Não consigo ficar longe do meu smartphone, porem nem é pelas redes sociais e sim por musicas, não sou de academia embora devesse frequentar uma, mas acho que é realmente importante se disconectar de seus aparelhos pelo menos para aquele tempo de exercicios, tem pessoas lá tambem, conversar com alguem, ainda mais de carne e osso, parece mais amigavel do que atravez de uma tela.

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